sexta-feira, 19 de abril de 2013



UM GOSTO, UM DESGOSTO

Um gosto, um desgosto, um rosto...
Guardado nas brumas do tempo.
O que é de ti, moça?
O que é de ti que não consegues esquecer?
Este rosto que sorria.
Que era tua alegria.
Não percebes...
Este rosto se perdeu.
Ele escafedeu.
Morreu.
Minha cara, o que restou só pode te machucar.
Porque o tempo conseguiu aquela máscara retirar.
Era um riso para disfarçar.
Não existia, como supunhas, ternura naquele olhar.

sonia delsin 

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