UM SUAVE IMAGINAR
Deitada na rede fico olhando as estrelas.
Milhares de pontos luminosos.
Tão distantes.
Tão distantes que as vejo até quando elas nem mais existem.
Penso que sou um grão de areia.
Tenho uma alma que facilmente se incendeia.
Fecho os olhos.
Me vejo morando tão longe.
Para uma estrela me mudo.
O tempo parece que para.
Parece que caminho noutro estrada.
Parece que meu ser começa a dar risada.
Me encontro em mim, noutro espaço.
Não me resta nenhum traço.
Do que fui aqui...
E sou...
Será que sou esta que aqui vive?
Aquela que lá distante consegue pisar?
Num doce, num suave imaginar.
sonia delsin

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