quinta-feira, 18 de abril de 2013



SUPLÍCIO DE UMA SAUDADE

Vem dia... vem noite e eu aqui.
Choro... falo... calo.
Me derramo em lágrimas e me arrependo.
Meu coração rasgado eu remendo.
Sigo a lua. Vou pra rua...
Volto abatida.
Com a asa caída.
Abro os olhos pra apagar o sonho.
Acho o lembrar medonho.
Então fujo da lembrança.
Volto a ser criança.
A menina que sonhava com o amor.
Não morreu a coitada.
Vive ao léu jogada.
Acreditando ainda.
Esperando...
Esta saudade...
É um suplício sim.
E ainda assim...
é o que me sobrou.
De tudo que vivi... é o que me restou...

sonia delsin 

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