sexta-feira, 19 de abril de 2013



RIO AZUL

Entre samambaias ele corria.
Como ele ia!
Serpenteava.
Que pressa tinha!
Naquele trecho de terra parecia que o céu descia e nas águas se refletia.
Rio azul.
Que saudade do barulhinho bom!
Do cheiro de mato, de terra.
Se fecho os olhos eu volto lá.
Posso ouvir a voz de meu pai.
Tenha cuidado, filha.
Então eu me deitava na relva e ficava contemplando.
Meu pai se sentava ao lado e ficava conversando.
O tempo passou.
Que é feito de meu rio azul?
Que é feito de meu tempo de menina?
Está no peito guardado.
Então não está acabado.
Rio azul, minhas saudades...

sonia delsin 

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