sexta-feira, 19 de abril de 2013



NOTURNO

Olho a lua da janela.
Mas não é S. Jorge que vejo nela.
Vejo seus olhos, meu bem.
E seu riso também.
No rabo de um cometa, uma carona acabo pegando.
A via Láctea vou explorando.
Em cada planeta que passo conto do nosso abraço.
Se der mais um passo eu acabo caindo no laço.
A noite é uma armadilha e eu uma menina.
Por um triz que escapo de cair no papo do sapo.
Que príncipe! Que estrela!
Que bola de ouro!
Mas imaginar é um tesouro.
E o escaravelho é de ouro.

sonia delsin 

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