MEUS VOOS SOLITÁRIOS...
Se eu tivesse asas...
Mas eu tenho.
Quem falou que não?
Eu posso voar.
Eu costumo visitar a amplidão.
Voo quando acordo e vejo o sol nascendo.
Meu corpo vai ficando leve... leve...
E em pouco tempo estou no ar...
Sou como as andorinhas que as manhãs
gostam de festejar.
Voo ao anoitecer...
Quando a primeira estrela aparece.
Eu persigo esta estrela e já faz tanto
tempo.
Vou de encontro a ela.
Eu a namoro.
Imploro.
E ela mudamente parece me ignorar.
Quantos anos-luz longe de mim deve estar?
Mas na minha imaginação posso muito bem me
aproximar.
E até ela chegar.
Nestes meus voos solitários encontro santuários.
Locais onde minha alma se delicia.
Onde me alimento de poesia.
Viver o que mais é do que uma louca
fantasia?
sonia delsin

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