sexta-feira, 19 de abril de 2013




AÇO E PÓ

Mãos férreas...
Intransigência.
Falta de paciência.
Um homem que falava tanto não.
Todos diziam...
- Nele o forte é a determinação.
Mas tinha uns olhos...
Ah, os olhos me contavam...
Sim... eles falavam...
Por detrás daquela força, quanta fragilidade.
Atrás do braço-de-ferro, quanta docilidade.
Lá no fundo d’alma uma carência.
Seria só eu a entender?
Quem mais sua alma conseguiu ver?
O que a vida faz?
Do aço... sobrar o pó... e só?

sonia delsin 

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